De-coração

De-coração

terça-feira, 28 de junho de 2011

A Poesia aos Dezoito

  Sou um poeta que desaprendeu a amar. Me acostumei a trocar sentimentos por uma dose a mais de vazio. Embora às vezes, só se perceba que se tomou veneno prestes a morrer. Só que para não sofrer, se prefere o vazio de um amor não entregue do que a dor de um coração partido entregue de volta.
     Mas reconheço que para ter chegado até aqui, um sentimento tem me tentado. Porque eis aqui um coração que começou a ser aberto desde a primeira linha. Eis aqui um grande passo dado para que, ainda que, no meio de um grande estrago de promessas desfeitas o vazio começasse a esvaziar. Até porque também há algo estranho que estou começando a sentir, e eu ainda não faço idéia do que seja...

               Igor Palhares 

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Reveillons

   Ontem fui dar uma volta na praia com uma amiga, uma velha amiga; E conversando sobre expectativas, planejamentos, ano-novo, entramos em concensso: "O ano tem muitos reveillons, uma pena não soltarmos fogos para todos eles. Mas deveríamos." Na hora eu disse: tenho que anotar isso, e ela riu.; Mas é verdade e me caiu como uma luva. Daqui a algumas semanas vou estar me mudando para o Ceará. Meu ano foi dividido no que eu estou vivendo agora, e o que vou viver quando for pra lá começar de novo. Vai ser um novo Reveillon, uma nova virada. Tenho que fazer novos balanços do que esta ficando para trás, do que quero que aconteça quando eu for pra lá, do que encontrarei, novas metas, novas promessas, um novo ano se inicia em pleno mês de Julho. E quantas vezes não passamos por situações desse gênero? Um novo emprego, novas amizades, o começo de um novo curso, uma mudança repentina de cidade, até mesmo mudar o visual...tudo exige um balanço, uma reforma, um recomeço. São nossos reveillons! Não soltamos fogos para eles, mas como disse minha amiga: DEVERÍAMOS!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

´Gosto de pessoas doces, gosto de situações claras – e por tudo isso, ando cada vez mais só.´

   “Eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno, bem no meio de uma praça.Então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta, mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme só olhando você sem dizer nada, só olhando e pensando – Meu Deus, mas como você me dói de vez em quando”.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                   Caio Fernando de Abreu
        

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Divagações;

     Você passa a vida inteira querendo algo. Deseja aquilo com toda sua força...repete que conseguirá como um mantra sagrado. O ser Divino não aguenta mais mais ouvir você pedir aquilo em oração. Daí, quando tu menos espera, aquela coisa chega...inesperada, espontânea, quase de surpresa. Você a abraça, fica feliz, vibra...mas o vazio continua. Não era o que você esperava. Não era como você esperava...Talvez falte algo, talvez do outro jeito fosse melhor mesmo...E ai você frustrada, vai buscar outra coisa pela qual chorar, se distrair, sofrer, se descabelar.
   Mal do ser humano...nunca se cansa dessa busca cansativa de algo maior pelo que viver. As pessoas casam, e anos depois se separam para viver um caso sem segurança.As pessoas estudam, se matam no vestibular, noites de sono perdidas, passam, começam estudar e desistem. Ou se esforçam para passar em um curso e no segundo semestre trocam por outro oposto; Nunca para! É um ciclo viciante do qual ninguem está livre. Acho que a vida só faz sentido quando se busca algo, aí quando se encontra, tem que arrumar outro " algo" para se buscar.

         Amanda Teixeira