De-coração

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terça-feira, 28 de junho de 2011

A Poesia aos Dezoito

  Sou um poeta que desaprendeu a amar. Me acostumei a trocar sentimentos por uma dose a mais de vazio. Embora às vezes, só se perceba que se tomou veneno prestes a morrer. Só que para não sofrer, se prefere o vazio de um amor não entregue do que a dor de um coração partido entregue de volta.
     Mas reconheço que para ter chegado até aqui, um sentimento tem me tentado. Porque eis aqui um coração que começou a ser aberto desde a primeira linha. Eis aqui um grande passo dado para que, ainda que, no meio de um grande estrago de promessas desfeitas o vazio começasse a esvaziar. Até porque também há algo estranho que estou começando a sentir, e eu ainda não faço idéia do que seja...

               Igor Palhares 

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