“Preciso admitir, sou muito irônica, e grossa às
vezes, um pouco meiga de vez em quando. Gosto do meu lado apaixonada,
mas quase nunca aparece. E meu lado safado chega a me assustar.
Protetora e ciumenta ao extremo. Tenho um gênio difícil e um
temperamento forte. Às vezes sou barraqueira, outras, calma até demais.
Dura como uma pedra e frágil como um vidro. Um poço de orgulho, e mais
conhecida como a rainha do drama, essa sou eu. E sabe o que mais me
assusta? Ainda tem gente que gosta.”
—
Tati Bernardi
A vida é como um parque de diversões, nós somos
crianças no gira-gira. Em alguns momentos ficar girando é legal, damos
risadas, sentimos friozinho na barriga, ficamos felizes. Em outros
momentos aquela “giração” toda começa a dar enjoo, aflição, tontura.
Então precisamos parar, aceitar aquela tontura toda, pegá-la no colo e
fazê-la passar. Quando tudo se acalma decidimos se queremos tentar de
novo ou não. A vida também é uma gangorra: uma hora estamos lá em cima,
vendo o mundo sob outro prisma, abraçando as nuvens e outra hora estamos
lá embaixo, com os pés no chão, avistando o horizonte de frente. A vida
é um balanço: nós vamos para a frente e para a trás. Buscamos impulso,
força, estímulo para seguir e recuamos, para pedir ajuda ao passado e
andar de encontro ao futuro. A vida também é escorregador: subimos
degraus, chegamos ao topo e num piscar de olhos descemos até o chão.
Muitas vezes a queda é violenta, caímos de boca no chão, comemos areia,
ralamos joelhos e cotovelos, nos machucamos e choramos.

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